Missão

  • O Cursinho Livre Caburé é conduzido, mantido e horizontalmente gerido por um coletivo de pessoas voluntárias, de Araraquara, que são professoras, estudantes de graduação ou pós, trabalhadoras e cidadãs. A partir da sede por ação e da comum defesa da democratização do acesso ao ensino, uniram-se pela causa as pessoas e assim se criou o coletivo responsável pelo Cursinho Livre Caburé. Além de lecionar e ser a única responsável pela sua disciplina, professoras decidem e respondem pelo cursinho e se responsabilizam pelo seu devido funcionamento.
  • Atualmente, funciona no espaço do Centro de Referência Afro “Mestre Jorge” de Araraquara. Trata-se de projeto inserido nesse espaço público através de ofício e procedimento padrão, além de substancialmente recepcionado e acolhido pela equipe de funcionários do Centro de Referência Afro. Contudo, o Cursinho Livre Caburé não funciona com nenhum vínculo, contrato ou formalidade afim com nenhuma instituição, seja pública ou privada.
  • Nossas metas envolvem preparar os estudantes para o vestibular e garantir o acesso da população de baixa renda ao ensino superior público, já que tanto pela dificuldade de acesso, quanto pela falha do sistema educacional essa parcela da população continua sendo minoria dentro das universidades públicas. Entretanto, a aprovação não é a finalidade exclusiva da nossa proposta educacional, pois a vemos como um meio de inserção social do indivíduo em comunidades e espaços educacionais de grande relevância à nossa região. Também entendemos que um cursinho popular, pelo seu caráter e público que atende, deve cumprir o propósito de complementar formação, ou seja, fazer o máximo para preencher as lacunas deixadas pelo ensino público precário, mesmo que isso envolva abordar conteúdo básico das disciplinas. Sobretudo, a proposta educacional envolve também garantir formação crítica e cidadã, além fornecer bagagem cultural ao nosso alunado, prioridade igualmente rara no ensino público regular.
  • A tática escolhida para nossa missão política, enquanto coletivo, é enfrentar o vestibular, a desigualdade no ensino superior brasileiro e tudo mais que envolve esse mecanismo de seleção – tanto seu conteúdo quanto o sofrimento emocional advindo, além de seu caráter excludente – e assim assumir como responsabilidade prioritária do agora o preparo nosso e dos alunos em todas as instâncias. Inclui-se também, portanto, na estratégia dessa conduta docente todo o necessário amparo informativo e afetivo aos estudantes nessa etapa de suas jornadas escolares, isto é, operamos tanto no sentido de ampliar o acesso desses às informações sobre o universo acadêmico e a permanência estudantil, quanto em dispor máxima solidariedade e afeto para o momento. É dessa forma que o objetivo final pauta a inserção dos jovens de baixa renda nas universidades.